Quando criança, esperava ansiosamente por cada mês de dezembro. E ele demorava, sempre demorava tanto. Dezembro trazia com ele (e que seja assim por muitos anos) o meu aniversário, o momento onde eu verdadeiramente me sentia importante.
Sim, no dia em que completamos mais um ano, as pessoas são amáveis conosco, nos presenteiam, nos dizem coisas belas que gostamos de ouvir. Parece que nesse dia temos mais importância no mundo; pelo menos eu me sentia assim.
E se na infância o aniversário demorava muito tempo a se repetir, agora, cruzada a barreira da minha quase segunda década, a velocidade com que a data se repete é impressionante. Alias, não é só aniversário que vai e vem rapidamente, mas tudo, páscoa, natal, ano novo, tudo correndo, demasiadamente rápido.
Dizem que essa percepção de tempo é coisa de quem está ficando velho, e sim, todos estamos, desde o exato dia em que nascemos.